domingo, 12 de agosto de 2012

O QUE A CIDADE SABE.

O que a cidade 
Sabe de nós, e já esqueceu!

As ruas do centro,
Os bancos das praças,
Foram testemunhas de
Nossos quentes beijos.

O retrovisor do teu carro,
A tua aconchegante cama,
Sabem de todas as tuas promessas.

O meu faro de animal,
Minhas roupas, e tudo
Que em sua presença usei,
Preservam teu cheiro.

Meu instinto de mulher,
Minha razão animalesca,
Te trazem e te expulsam de mim.

O que você
Sabe de nós, e esqueceu!

A rua da tua casa,
A porta do teu quarto,
Foram portais protetores.
Proteção do Cosmos.

O meu corpo a lhe afagar,
O meu amor, o meu respeito.
O que você sabe
E já esqueceu.

Estrada de terra, noite estrelada
Mata fechada, um lugar a chegar.
Que se transforma em ninho de amor
Para lhe aconchegar.

Ainda quero um abraço seu.
O que minha memória
Sabe de nós, e já esqueceu!

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