domingo, 16 de setembro de 2012
Desabafo matinal. Bom dia!
São sete horas da manhã e eu não dormi nem um pouco nesta noite. Andei pela casa, comi trezentas vezes e bebi dois litros de água. Não sei o que você fez das zero horas as seis da manhã, tampouco o que aprontou na semana passada ou no feriado. Só sei que nesta mesma noite tomei quatro banhos, pois o calor era demais e a angústia também. Só sei que disquei seu número errado milhares de vezes tentando provar a mim mesma que não o sei mais. Vejo pessoas chegando bêbadas e felizes em suas casas, vejo pessoas indo trabalhar, vejo pessoas buscando o pão e o café, vejo pessoas se amando. Olho no espelho e vejo que aquele rostinho encantador de quatro anos atrás não existe mais e que eu perdi tempo demais perdendo tempo. Estou indo a luta, mas me pergunto onde, como e com quem. Obtenho respostas? Algumas vezes, mas isso não quer dizer que são positivas. Olho tuas fotos, lembro dos últimos acontecimentos e não consigo te reconhecer. Você existiu ou eu te imaginei? Sabe, você esqueceu muitas coisas aqui e até hoje não veio buscar e você não tem direito de deixá-las aqui, leve-as.Sua idade cronológica não é nem a metade a biológica e eu me pergunto como. O encanamento da rua explodiu, deve ter sido minhas lágrimas acumuladas no subsolo. E se por isso a companhia de água me processar, você estará aqui para confessar que o verdadeiro culpado é você ? É... acho que não mesmo.
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