Vou navegando pelas lembranças e a cada onda agitada morro
um pouco mais. Mas vem a sensatez fazer massagem cardíaca. E nessas mortes e ressurreições
vou seguindo a adiante, enfrentando a fúria do mar do amor.
Remando cada vez mais rápido, temendo morrer na praia que
está longe, porém à vista. Não sei
nadar, tampouco pescar, poderei morrer afogada ou de fome, mas a força de Deus
me ergue e protege.
Haverá tempestade e não possuo bússola, se eu me perder em
alto mar, me enterterei extraindo sal para colocar nas feridas. Posso não ter
sorte, temer a morte, mas serei forte e justa como a espada de São Jorge.
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