sábado, 22 de setembro de 2012

Revoltas de sábado a tarde.


Estou querendo um dia só para mim, para eu ficar no meu cantinho e pensar, e descansar e flutuar na calmaria, e viajar nesse universo paralelo que criei. Eu queria conseguir me projetar no tempo e me encontrar lá na frente, num futuro bem distante e me dizer: olhe teu passado, não faça assim.
Não tenho mais tempo para nada, te imaginar rouba todo meu tempo. Não me alimento como antes, não demoro mais no banho, não tenho mais foco nos estudos, não durmo direito, não penso direito, não raciocínio, não vejo o que está bem adiante.
O ônibus já saiu, a rodoviária já fechou, o trem da cidade vizinha não funcionada mais, não posso atravessar a fronteira do país. O amor acabou, a raiva não passou, não vejo mais meus amigos, telefone não foi instalado, celular foi bloqueado e o orelhão está estragado. A ansiedade voltou, o remédio acabou, o médico da viagem não voltou e a farmácia não vende sem receita. A verdade veio a tona, e mulher não voltou para a zona e eu estou pagando o pato.
Os SPA estão cheios, sem data prevista para vagas, a massagista foi para o clube, tenho ação no mesmo, a piscina de plástico rasgou e o calor passou. A greve das federais acabaram, o ano está acabando, a paciência da família está esgotando e eu aqui reclamando.
O jeito é ir estudar, passar no exame de ordem, passar no concurso e sair prendendo todo mundo por desacato a autoridade, talvez passe a raiva.

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