quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Vá, se você precisa ir.


Te trago comigo no peito, foi aí que então percebi que preciso estar sempre rodeada de coisas boas, de falar coisas boas, de estar com gente de energia positiva, de entrar em sintonia com o cosmos, de escrever melhor a cada dia, de me melhorar como pessoa. Pois se você está em mim e isso só é assim por que eu permito, tenho o dever de te proporcionar tudo de bom. E para meu agrado, nunca queira sair daqui. Não saia deste lar, que te abrigou por tanto tempo, que te protegeu do inverno e te fez hibernar de amor. Não diga adeus a deste lar que foi teu sustento de sentimento, que te fez de filho, que te cobriu de carícias. Não caia na tentação ao saber que no outro hemisfério há o verão e aqui é inverno, só não esqueça que este peito é tropical e lá o calor é passageiro. Não dê o silêncio como resposta, pois é da tua voz que meu tímpano precisa para não estourar no barulho deste mundo insano. Pode sair, dar umas voltas, refrescar a cabeça, mas volte para adormecer comigo. Pode passar uma temporada fora, dar a volta ao mundo, porém se é de verdade o que sente, voltarás de corpo presente, visto que seu coração abriga no meu, formando um laço perfeito. Vá se você precisa ir, continue se precisar, não se preocupe com as roupas sujas, nem com a mancha de vinho sobre o lençol, eu cuidarei de tudo. Trancarei a porta e deixarei a chave na planta ao lado da cadeira de flores vermelhas, caso queria voltar mais cedo. 

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